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terça-feira, 17 de março de 2015

Fatalidade e luto

Um acidente de trânsito, uma tragédia, uma fatalidade que aconteceu no final da tarde de sábado, 14 de março, na rodovia SC 418, mais conhecida como Serra Dona Francisca. Um ônibus da Empresa Costa e Mar seguia com destino a Guaratuba, mas a viagem foi interrompida pela Morte, que ceifou cinquenta e uma vidas humanas prematuramente, num piscar de olhos. Um morador próximo à BR escutou um estouro assustador...
Morador: Vamos ver o que aconteceu?
Quando chegaram perto do local de onde veio o estrondo, o morador e seu irmão viram um ônibus a aproximadamente 400 metros ladeira abaixo, num precipício.
Dona Maria (mãe do morador): Vamos ajudar os feridos, filhos.
Chico estava com o aparelho celular e ligou para os bombeiros e paramédicos. Pessoas gritando e chorando. Roupas e pertences espalhados. Sangue, feridos, mortos...
Dona Maria: Resgatei uma criança de uns dois anos de idade.
Chico: Mãe, aqui tem outra criança chorando muito à procura de sua mãe.  
Bombeiros no meio dos escombros e mortos por todos os lados...
Adair: Resgatamos uma pessoa ensanguentada e em estado grave.
Após resgatarem cinquenta e oito vítimas, os bombeiros decidiram virar o ônibus e, debaixo dele, estava o último corpo.
Com a cooperação de muitas pessoas, da polícia e dos bombeiros, sete pessoas foram salvas. A cooperação e a solidariedade são as maiores dádivas humanas diante da tragédia e do sofrimento indescritível.
Aluno (do Hermínio Milis): Neste momento, prestamos a nossa homenagem às cinquenta e uma vítimas fatais, que partiram de União da Vitória com destino a Guaratuba, mas que o destino quis levar para a eternidade. Nossos sentimentos às famílias enlutadas. O nosso coração está apertado, a nossa voz embargada e uma lágrima inevitavelmente escorre em nosso rosto. Seus passos deixaram marcas inesquecíveis no chão das cidades gêmeas do Iguaçu e a brisa leve ainda sussurra os seus nomes em cada canto de nossas cidades. Adeus...

Alunos:
Bruno Freisleben
Daniel Francisco Ribeiro Junior
Jackson Baptista de Camargo
Michel Rodrigues dos Santos
9.º ano – 17 de março de 2015.
Concurso de peça teatral promovido pela COOPERALFA

Tema: A cooperação como ferramenta para o desenvolvimento da cidadania.

Cooperação e sucesso

Renata é uma rica empresária paulista que atua no ramo de cerimoniais e eventos, inclusive festas de casamentos. Ela é uma mulher perfeccionista e centralizadora, por isso, tem muita dificuldade em delegar tarefas e responsabilidades aos seus assistentes e assessores. Em certa ocasião, ela estava trabalhando com sua equipe numa festa de casamento e achava que tinha que supervisionar tudo pessoalmente, impedindo seus assessores de executarem suas funções, tolhendo-lhes a atividade profissional. Num certo dia, a encarregada dos petiscos para as festas, Catarina, juntamente com outros membros da equipe resolveram tomar uma atitude.
Catarina: Renata, se você acha que tudo o que fazemos está errado ou não está perfeito, será melhor você organizar a próxima festa sozinha.
Renata: Está bem. Acredito que posso fazer isto sem problemas.
Em seguida, os demais membros da equipe de Renata foram embora, mas eles tinham um plano. Retornariam em dois dias para ver como tudo estaria indo sem a cooperação deles.
No outro dia, a cliente era exigente e Renata tentava fazer tudo sozinha e ao mesmo tempo, porém nada ficava resolvido. Em suma, ela conseguiu realizar apenas a lista de convidados. Então, percebeu que não tinha nenhum talento como cozinheira e quituteira. Revelou-se um fracasso na decoração do ambiente e não tinha experiência suficiente para assessorar a cliente na escolha dos trajes para as damas e pajens.
Cliente: Este catálogo de modelos de roupas não está me agradando... Não vem ao encontro do que eu havia planejado ou sonhado para este momento.
Renata, nervosa, derruba uma caixa de fitas decorativas junto aos pés da cliente.
Cliente: Quanto ao bolo e aos canapés, quero que você me apresente novas sugestões amanhã, sem falta, pois quero decidir o cardápio o quanto antes.
Renata: Vou fazer o possível para apresentar novas sugestões até amanhã à tarde, pode ser?
Cliente: Não, Renata. Preciso escolher no máximo até o meio-dia, pois à tarde terei outro compromisso. Até amanhã, então! Preciso ir, estou com pressa.
Renata: Até amanhã, Sílvia.
Renata estava trêmula, pegou um copo de água e sentou-se num sofá, sem saber o que fazer para agradar aquela cliente. Ao olhar para a porta, sentiu-se aliviada quando avistou Catarina e os outros membros de sua equipe, que voltaram para ver como ela estava se arranjando sozinha.
Rafael (o decorador): Bom Dia, Renata! Como está se sentindo agora?
Renata continuou calada.
Catarina (bem-humorada): Será que o trabalho de sua velha equipe pode melhorar o seu astral?
Renata começou a chorar e foi abraçar os seus assessores.
Renata: Desculpem-me! Eu sempre exigi que tudo fosse perfeito. Além disso, achava que somente o meu toque proporcionava perfeição aos mínimos detalhes. Agora eu percebi o quanto vocês são maravilhosos e talentosos. Minha empresa jamais seria o sucesso que é sem a cooperação desta minha equipe de profissionais dedicados e competentes. Desculpem a minha tolice, por favor!
Catarina: Renata, nós somos uma equipe de sucesso. O nosso aprendizado foi mútuo e construído em conjunto. Nós também devemos muito a você, que é uma ótima administradora e negociante. Enxugue essas lágrimas, sorria! Nós estamos de volta. Mãos à obra!
Cíntia (estilista e costureira): Vou providenciar um catálogo com novas modelagens de roupas.
Rafael: Vou planejar a decoração do ambiente. Escolher as cores, os arranjos, as flores...
Catarina: Bom, eu como sou craque em gastronomia, vou providenciar as sugestões do cardápio, canapés, drinques, etc.
Samuel (profissional de multimídia, fotógrafo): Preciso checar todos os equipamentos para o registro de imagens do evento.
Eduardo (garçom): Bom, como eu trabalho duro no dia da festa, hoje eu me coloco à disposição de quem mais precisar da minha ajuda.
Catarina: Então, fique comigo. Você pode me auxiliar e muito na cozinha.
Renata (sorrindo): Felizmente, a tempestade passou e o sol voltou a brilhar. Com vocês aqui, fiquei otimista de novo. Estou prevendo que o nosso próximo evento vai ser mais um sucesso em nossa coleção.
Catarina: Que tal um brinde com suco de abacaxi e hortelã?
Todos juntos: Legal, Cati!
  
Aluna:
Jennifer Almeida Maurer
8.º ano II – 17 de março de 2015.
Concurso de peça teatral promovido pela COOPERALFA

Tema: A cooperação como ferramenta para o desenvolvimento da cidadania.

Escolhas

Na adolescência, garotos e garotas criam o seu próprio mundo. Às vezes fazem escolhas equivocadas. Uns enveredam pelos caminhos do sucesso, outros pelos caminhos dos vícios e dos perigos.
Juliano: Fala aí galera, como vão?
Giba: Vichi, cara. Tá mal. Nós conhecemos um grupo que é muito gente boa. Chegue lá qualquer hora.
Juliano: Não sei não, Giba. Ouvi dizer que eles roubam e se drogam.
Jorge: Nós sabemos, mas é bom.
Juliano: Ah, sei lá gente!
Alguns dias depois, Juliano começou a aparecer no grupinho do crime. Lá se drogavam e faziam pequenos furtos para manterem o vício do crack e outras drogas.
Certo dia, o pai de Juliano chegou em casa e o encontrou revirando as gavetas à procura de dinheiro.
Juliano: Pai, me dá grana pro lanche!
Pai: Mas, filho, eu te dei R$ 50,00 reais ontem!
Juliano: Sim, mas alguns colegas não trouxeram lanche e eu quis ajudá-los.
O pai pensou um pouco, mas acabou dando mais R$ 20,00 para Juliano. Mal sabia ele que o filho já estava viciado. Alguns dias depois, começaram a desaparecer algumas joias da mãe de Juliano.
Dona Sandra (mãe de Juliano): Joaquim, você acredita que já sumiram aqui de casa uma pulseira, um relógio de pulso e um par de brincos? Já procurei por tudo e não encontrei.
Joaquim (pai de Juliano): Será que entrou algum ladrão aqui em casa?
Em seguida, Juliano chegou em casa com um sangramento.
Joaquim: Meu Deus, filho, o que houve?
Juliano: Não é da tua conta, velho enxerido!
Joaquim: Vamos ao médico agora!
Juliano: Eu não vou a médico nenhum! __ e derrubou o pai com um empurrão violento.
Quando amanheceu, seu Joaquim percebeu que Juliano escondeu algo em uma cômoda, no quarto. Seu Joaquim esperou Juliano sair e foi ver do que se tratava. Descobriu que era um cachimbo improvisado para consumir drogas.
No fim do dia, Juliano percebeu que o cachimbo não estava no lugar onde ele o havia deixado. Ficou nervoso e agrediu o pai.
Juliano: Caramba! Cadê o meu cachimbo, seu veio metido?
Joaquim: Pare! Pare de me agredir, senão eu revido!
Juliano: Me dá o meu cachimbo, seu desgraçado!
Seu Joaquim não cedeu e Juliano fugiu de casa. Ficou dois meses sem aparecer. Seu Joaquim e Dona Sandra na maior agonia, procurando em tudo quanto é lugar e nada. No terceiro mês, Juliano reapareceu em casa com uns desconhecidos.
Joaquim (triste e abatido): Quem são vocês? O que fizeram com o meu filho?
Daniel (um adolescente): Fique tranquilo seu Joaquim. Nós somos o grupo que está curando o seu filho. Somos ex-usuários de drogas e estamos tentando ajudar o Juliano a se livrar do vício como nós.
Edu: Seu Joaquim, aceite seu filho de volta em casa. Coopere conosco. Temos certeza de que o Juliano tem salvação. Já faz um mês que ele está limpo e frequentando as reuniões do nosso grupo de apoio. Ele se afastou daquele grupinho “barra pesada” com quem andava.
Juliano: Pai, eu estou arrependido. Estou me esforçando para largar o vício. Ajude-me, por favor!
Joaquim: Claro, filho! Pode contar comigo. Você aceita ajuda médica?
Juliano: Com o seu apoio e desses meus amigos, aceito. Assim me dá coragem de enfrentar a vergonha de ter mergulhado nas drogas.
Dona Sandra: Se você quer se recuperar, filho, conte conosco.
Daniel: Ele será um bom filho outra vez. O senhor vai ver, seu Joaquim!
Um ano se passou, Juliano cumpriu a promessa, continuou o tratamento médico e as reuniões com o grupo de apoio. Recuperou a autoestima, tornou-se confiável e de boa índole novamente, encontrou até uma namorada bonita e simpática.
Juliano: Daniel e Edu, eu quero agradecer a vocês, de coração. Vocês cooperaram muito comigo, foram pacientes, acreditaram em mim. Posso dizer que, hoje, vocês são os meus melhores amigos. Nem sei o que seria de mim se eu não os tivesse encontrado.
Edu: Não precisa nos agradecer, Juliano. Nós fizemos por você aquilo que outros fizeram por nós. Graças a Deus, ainda há gente boa neste mundo. Ainda há lugar para o bem, para a paz e para a virtude. Esse Deus maravilhoso está sempre nos abençoando, nos amando e nos defendendo do mal. Basta abrirmos o nosso coração para o bem e o nosso Pai do céu faz tudo por nós.
Dona Sandra: Filhos, venham tomar um suco de laranja! Está bem geladinho e gostoso.
Daniel: Obrigado, Dona Sandra. Não precisava se incomodar conosco.
Dona Sandra: Incômodo são as drogas e as más companhias. Vocês são a alegria da minha vida, meninos.
  

Alunos:
Lucas Ribeiro dos Santos
Marcos Roberto Fernandes Banak
Luiz Eduardo Habas Pimentel
Leandro Eggers Bilenki
9.º ano – 17 de março de 2015.
Concurso de peça teatral promovido pela COOPERALFA

Tema: A cooperação como ferramenta para o desenvolvimento da cidadania.

sábado, 14 de março de 2015

Pesadelo




Na bandeira do Brasil
Está escrito:
“Ordem e Progresso”,
Mas eu me pergunto:
Onde está o progresso?

Os políticos dizem
Que vão mudar o país,
Mas a mudança
Nunca acontece.
Enquanto isso,
Dá-lhe impostos
Cada vez mais altos.

Quantos e quantos políticos
Prometem e não cumprem.
Dizem que o país vai
Andar pra frente,
Mas só o vejo andar pra trás.

Hoje, o Paraná
Está enfrentado uma das
Piores greves do Estado.
Os professores reivindicam
Seus direitos.
Enquanto isso, os alunos
Sem aulas não têm proveito.

Há também greve de
Caminhoneiros
Reclamando do pedágio,
Do preço do óleo diesel
E do frete. Enquanto isso,
Aumenta o preço da energia!

Que país é este,
Onde vivemos
E a voz do povo
Nunca é ouvida,
Somente ignorada,
Esquecida?


Onde está o direito do povo?
Nas eleições, os políticos
Prometem coisas,
Que os brasileiros desconfiam,
Agora, até o emprego está por um fio.

É preciso mudar
Esta nação.
Lugar de corrupto
É na prisão!
Ficha limpa é pré-requisito
E honestidade é urgente
N E C E S S I D A D E !

E a alta da inflação
Assusta o cidadão!
Cada dia, um novo aumento,
E para o povo há só tormento.
Enquanto isso,
A operação Lava-Jato
Não decola, só se enrola...

Passeatas do MST,
Empresários vão pras ruas,
Professores reclamam,
Saúde pública um caos,
Falta médico e hospital.

Tudo isto representa
Um pesadelo que poderia
Ser evitado, se os governantes
Pelo Brasil tivessem mais zelo.

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Aluno:
Leandro Víctor dos Santos
8.º ano II – 05 de março de 2015.
Produção espontânea.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Aprendizagem e cooperação


Na sala de aula do 9.º ano, a professora de Língua Portuguesa está concluindo uma explicação sobre direito e cidadania.
Prof.ª de Português: Pessoal, é preciso que vocês entendam que a cooperação entre os cidadãos é muito importante num estado democrático. Imaginem que os direitos e os deveres de cada cidadão estejam representados no espaço correspondente a um quadrado. Se cada cidadão cumprir os seus deveres e exercer os seus direitos sem transgredir nem invadir o direito de outro, a sociedade conviverá em paz e harmonia. Lembrem-se sempre do que vou lhes dizer agora: “O direito de uma pessoa termina onde começa o direito de outra pessoa. O respeito ao direito de cada um é que torna possível a organização da sociedade democrática. O direito impõe limites às ações de cada indivíduo e as leis devem ser cumpridas.”
Prof.ª de Português: Então, pessoal, vocês entenderam o que significa cada pessoa viver dentro do quadrado de seus direitos e deveres?
Turma: Sim!
Prof.ª de Português: Então, quais são os seus direitos e os seus deveres na sala de aula? Ou, melhor dizendo: O que representa o “quadrado” ou os limites de vocês?
Daniel: Deixe eu responder, professora!
Prof.ª de Português: Diga, Daniel! Silêncio! Vamos ouvir, por favor!
Daniel: O nosso direito termina onde começa o direito do nosso colega. E para que haja um ambiente melhor na sala de aula, com mais aprendizagem e boa convivência, não devemos extrapolar os limites do nosso direito. Por exemplo, quando alguns alunos fazem bagunça e atrapalham uma aula, estão ferindo o direito dos demais colegas, que escutam cantilenas injustas da professora, perdem a concentração no tema e têm sua aprendizagem prejudicada.
Prof.ª de Português: Parabéns, Daniel! Você deu uma ótima explicação.
Bateu o sino e a aula de Português terminou.
Prof.ª de Português: Espero que vocês guardem estes ensinamentos para a vida de vocês. Tchau! Até a próxima aula.
A professora de Matemática entrou na sala.
Prof.ª de Matemática: Bom dia, alunos!
Turma: Bom dia!
Prof.ª de Matemática: Vou fazer a chamada, fiquem em silêncio!
A turma, que fazia bagunça, ficou em silêncio.
Prof.ª de Matemática: Alan, Carolina, Daniel, Danieli, Gerúndio, Jéssica, João, Júlia, Natália, Luan...
João: Luan, você virá ao Projeto do Meio Ambiente hoje à tarde?
Júlia: Ei, menino, fique quieto!
Prof.ª de Matemática: Silêncio, turma! Eu preciso ir até a sala dos professores apanhar um material, mas já volto. Enquanto isso, vão fazendo os exercícios da página 12, do número 01 ao 10.
A professora saiu da sala e começou uma bagunça generalizada. Uns jogavam bolinhas de papel, outros iam até a porta, outros derrubavam cadeiras...
Júlia: Head shot, boys!
Coral de risadas e vaias.
Alan: O que acha deste catiripapo? - (tapa na orelha de João).
João: Ah, seu filho da mãe! Você me paga.
Júlia: Por favor, fiquem quietos! Façam a tarefa!
Alan: Deixe de ser boba. A professora “vazô”! É bagunça geral.
Júlia: Preciso me concentrar! Não sou boa em Matemática. Como a professora de Português disse: “Cada um no seu quadrado!”
João: Tô nem aí! Vá se...
A professora de Matemática retornou à sala de aula.
Prof.ª de Matemática: Vá se “ o quê”, João?
João: Nada demais, professora. Vá se concentrar __ eu falei.
Prof.ª de Matemática: Então, estão conseguindo fazer a tarefa?
Turma: Nãããooo!
Prof.ª de Matemática: Então, vou dividi-los em duplas. Danieli e Alan; Daniel e Lúcia; Jéssica e Gerúndio; João e Julia...
João: Sai fora! Eu não vou fazer tarefa com essa “nerd”.
Prof.ª de Matemática: Ei, olhe o respeito com a colega, João!
João: Mas, professora...
Prof.ª de Matemática: Mas, nada! Juntem-se rápido!
As duplas se juntaram.
Júlia: Um ajuda o outro, beleza?
Alan: Tudo bem! Fazer o quê?
Jéssica fala para a dupla ao seu lado, Daniel e Lúcia.
Jéssica: Não tô entendendo nada, e vocês?
Lúcia: Também não! E agora?
Júlia ouviu a conversa dos colegas e trocou uma ideia com João.
Júlia: Ei, João, que tal pedirmos para a professora nos deixar ajudar as outras duplas?
João: Ah, sei lá. Faça o que você quiser.
Júlia e João foram pedir à professora autorização para auxiliarem os demais colegas. A professora permitiu e os dois passaram a ajudar os outros grupos.
Gerúndio: “Assa!” Não sei a número 2, João.
Júlia: Ah, mas eu sei! Já ajudo vocês.
Jéssica: Nós também queremos que você explique, Júlia.
Júlia: Ok! Atenção pessoal! Vocês somam este 2 com este 205, depois diminuem 186 e dividem por 2. O resultado será 10,5. Entenderam?
Duplas auxiliadas (Gerúndio e Jéssica / Daniel e Lúcia): Sim! Valeu, Júlia.
Todos os grupos terminaram a tarefa.
Júlia: Professora, todos já terminaram a tarefa.
Prof.ª de Matemática: Já, parabéns!
Jéssica: Terminamos porque um cooperou com o outro. Aí, ficou mais fácil. Bem que a outra professora disse que tudo funciona melhor quando há cooperação de cada cidadão, seja ele um homem ou um estudante.
Turma: É isso aí! A cooperação é essencial na convivência e no exercício da cidadania!
Júlia: Viram como a história do “quadrado” dá certo? Então, professora, a senhora nos deixa ensaiar uma paródia que fizemos? Queremos fazer uma surpresa para a professora de Português. Que tal? Deixa, por favor! Deixa!
Prof.ª de Matemática: Está bem, eu deixo. Caprichem! Quero ver se essa paródia ficou boa mesmo.
Júlia e Jéssica: Obrigada, professora! Você é gente boa. Então pessoal vamos nos organizar. Todos concentrados?
Jéssica: Atenção senhoras e senhores, temos o prazer de lhes apresentar o musical: (pausa) - Cooperação e Cidadania!
Toda a turma participa da coreografia. O refrão é cantado por todos e as estrofes por aqueles que tiverem maior dom para o canto ou recitação no ritmo funk ou rap.

Musical: Cooperação e Cidadania


Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

Não transgrida, não invada,
Cada um tem seu direito.
Respeite o seu limite
E conviva com respeito!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

A escola dá trabalho,
Mas promove a educação.
Cada um aprende mais,
Quando há cooperação!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

Ambiente bem tranquilo,
Todo mundo à vontade.
Cada um se respeitando
E curtindo a amizade!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

O meu direito
É igualzinho ao seu.
Não invada o meu,
Que eu respeito o seu!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

A paz na convivência
Se constrói cooperando.
Cada um com seu direito,
Sempre alerta, vigiando!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

Faça bem a sua parte
Como amigo e cidadão,
Pois no mundo há problemas
Aguardando solução!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

Não fique nunca à margem,
Entre agora em ação,
Pois só há cidadania,
Quando há cooperação!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

Democracia é bom,
Quando há interação.
O direito impõe limite,
E o dever obrigação!



Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

Repudie a corrupção,
Cumpra a legislação.
Cidadão politizado,
Não permite ser lesado!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

E você, que é político,
Faça bem o seu trabalho,
Seja honesto e ilibado,
Honre o voto e o erário!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

A cooperação
É o coração da cidadania,
E o respeito às leis
Consolida a democracia!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!


Está mais do que na hora
De se unir e cooperar
A moral e a honestidade
É preciso resgatar!
Acabar com a impunidade
E o direito triunfar!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!

Brasileiros bem unidos
Vigiando os seus eleitos,
Trabalhando e se educando,
Nossa pátria ainda tem jeito!

Ado, ado, ado,
Cada um no seu quadrado!
------------------------------------------

Original: Dança do quadrado
Sharon Acioly
Sharon Axé Moi



Alunos:
Alex Marinho Dalpra
Andressa Maria dos Santos
Jhenifer Janaína Sott de Ramos
Vanessa Gabrieli dos Santos
9.º ano – 13 de março de 2015.
Concurso de peça teatral promovido pela COOPERALFA
Tema: A cooperação como ferramenta para o desenvolvimento da cidadania. 

Enchente


Belas cachoeiras honram as belezas naturais de Porto União, mas a água também está presente em muitos pesadelos de moradores deste nosso querido município. Numa tarde de julho, imensas nuvens negras cobriram o céu, a chuva começou e parecia sem nenhuma vontade de parar. Já chovia há cinco dias, minha mãe adoeceu, já havia um palmo de água dentro de nossa casa e os alimentos estavam acabando. Precisávamos de ajuda com urgência.
Papai: Jonas, é necessário que você pegue o bote e vá até a cidade comprar ou pedir um pouco de comida para nós. Traga também mais velas, fósforo, gás para o fogão e querosene para o lampião. Leve o seu cachorro Chibi junto com você para lhe fazer companhia.

Jonas: Pai, eu tenho medo de ir sozinho à cidade. Já está tudo alagado e não para de chover.
Papai: Tenha coragem, filho! Eu não posso deixar sua mãe adoentada e nossos animais nesta situação. Tome cuidado, vai dar tudo certo.
Cheguei à cidade e fiquei ainda mais amedrontado, pois as ruas estavam submersas. Sem saber o que fazer, comecei a pedir ajuda aos moradores das casas que ainda estavam fora do alagado.
Jonas: Por favor, senhora, tem algum alimento para doar à minha família. Estamos quase sem nada para comer.
Moradora: Infelizmente não podemos ajudar. Vá pedir em outro lugar.
Depois de bater em várias casas, minhas esperanças tinham acabado, pois me contaram que muitas pontes foram levadas pelas águas, que nenhum alimento chegava à cidade e que os supermercados estavam praticamente vazios. Então, de repente, olhei para o lado e vi uma velhinha me oferecendo um sanduíche de presunto.
Velhinha: Tome, meu filho, você deve estar com fome.
Jonas: Obrigado, senhora!
A velhinha fez um cafuné na minha cabeça e foi embora lentamente.
O cheiro do presunto atraiu um cão Pit Bull, que veio latindo em minha direção. Meu cão Chibi, percebendo o perigo, ficou em prontidão para o combate. O Pit Bull me atacou, mas Chibi deu-lhe uma mordida no pescoço. O Pit Bull virou-se e abocanhou uma perna de Chibi. Eu fiquei paralisado pelo medo. O Pit Bull me atacou novamente, mas meu herói Chibi, mesmo ferido, veio me defender. O Pit Bull abocanhou o sanduíche da minha mão e fugiu. Em seguida, peguei Chibi no colo e ele estava morrendo. Então gritei o mais alto que eu pude.
Jonas: Alguém me ajude, por favor!
Então, apareceu uma moça que se aproximou de mim e de Chibi.
Moça: Barqueiro valente, seu cãozinho já não está mais entre nós. Venha comigo. Vou ajudá-lo no que eu puder, prometo.
Então, a moça levou-me para sua casa, disse para eu tomar banho, emprestou-me roupas secas e me serviu um gostoso lanche. Eu já estava morrendo de fome. Em seguida, contei a ela a minha história e a moça publicou-a no seu blog, pedindo ajuda para mim. Acabei ficando hospedado na casa dela até a chuva dar uma trégua para eu poder voltar para casa.
Depois de dois dias, tínhamos uma sacola grande cheia de alimentos, alguns maços de velas, um botijão de gás e dois litros de querosene para o lampião. Quando eu já estava saindo da casa dela para voltar à minha casa, no sítio, chegou um médico que disse que ia atender a minha mãe sem cobrar nada.
Passou-se um mês, a enchente ia embora aos poucos e a vida começava a voltar ao normal. A única diferença era que as pessoas estavam mais unidas, todas se abraçavam e se cumprimentavam. Eu também mudei minhas atitudes, pois pensava que a maioria das pessoas eram arrogantes e só pensavam em si mesmas. Mas, depois daquela enchente do rio Iguaçu, eu percebi que também existem pessoas carinhosas, caridosas e que ainda têm uma chama de cidadania dentro de si. Ainda estou muito triste, pois perdi meu grande companheiro Chibi. Volta e meia eu me pego a pensar: “Será que no céu dos cachorros existe sanduíche de presunto para o meu Chibi? Será que ele está sentindo saudade de mim também?”
Nesse instante, Papai me surpreendeu, interrompendo os meus pensamentos.
Papai: Filho, agora que o pior já passou, vamos à igreja agradecer a Deus por estar tudo bem com a nossa família. Afinal, Ele colocou pessoas bondosas no seu caminho, lá na cidade, quando você foi buscar ajuda. A velhinha, o médico, a moça Soraia e todas as pessoas que cooperaram com a campanha que ela fez em nosso favor.
Jonas: É pai, eu tive mesmo muita sorte e ajuda de Deus. Confesso que eu me sentia totalmente perdido, abandonado e sem saber o que fazer naquela situação.
Papai: Por isso, filho, eu vou lhe fazer um pedido: Nunca negue ajuda a alguém que precisa dela. Coopere em tudo o que estiver ao seu alcance e tudo o mais lhe será acrescentado pelo grande Pai, que está lá no céu, e jamais se esquece dos filhos que lhe são fiéis.
Jonas: Prometo, papai. Jamais negarei ajuda a alguém que dela precisar.
Pai e filho entraram na igreja, ajoelharam-se, fecharam os olhos e fizeram o seu agradecimento silencioso a Deus.

Alunos:
Marcelo Rocha Luiz
Victor Augusto Ribeiro
8.º ano II – 13 de março de 2015.
Concurso de peça teatral promovido pela COOPERALFA

Tema: A cooperação como ferramenta para o desenvolvimento da cidadania.